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Os espectadores americanos que assistiram ao episódio de quarta-feira passada de Eastwick ficaram confusos. Acontece que os personagens principais, que estavam numa situação precária no final do episódio anterior, reapareceram como se nada tivesse acontecido. Segundo o The Daily News, a rede ABC optou por varrer Eastwick do mapa mais cedo do que o anunciado e simplesmente cortou o episódio 11, indo direto do 10 ao 12.
Os telespectadores procuraram os fóruns da ABC na esperança de encontrar o episódio que perderam, apenas para descobrir que a rede não lista o episódio faltando no seu guia. Na verdade, o a página da série não tem todos os episódios – apenas dois clipes que representam menos de 3 minutos (enquanto outros shows tem até 32 episódios completos disponíveis online).
No final do episódio 10, as três bruxas estavam em perigo: Kat (Jaime Ray Newman) estava se afogando em uma banheira, Joanna (Lindsay Price) foi envenenada e Roxie (Rebecca Romijn) estava tentando fugir de Jamie (Jack Huston), que acabava de ser revelado como filho bastardo de Darryl Van Horne (Paul Gross). Darryl ainda está vivo? E o que aconteceu com Eleanor (Cybill Shepherd), que ofereceu chá envenenado à Joanna?
Presumivelmente ficou tudo OK, já que o episódio da última quarta-feira abriu com todos saudáveis, embora os telespectadores possam nunca saber como as mulheres sobreviveram. Houve uma tentativa atrapalhada de flashback, com uma montagem de eventos que ainda não tinham sido mostrados e que se destinava a vincular vários elementos chave da trama.
Os fãs ficaram furiosos, e estão metendo a boca na ABC, no fórum da página de Eastwick. Parece que a rede não dá a mínima para o seu público. Apesar de ter poucos telespectadores, a série ganhou uma indicação ao People’s Choice de melhor novo drama.
Esta semana, Ugly Betty retorna à programação da ABC nos Estados Unidos, no horário de Eastwick.
O que dizer desse elenco maravilhoso? Como é possível cancelarem tão rápido uma série com um atores como esses e uma premissa tão interessante? Confesso que fiquei muito aborrecida com a notícia do fim de Eastwick.
Agora vem a informação de que várias histórias vão ficar sem um final decente nos 13 episódios que o seriado vai durar. Devido à audiência ter ficado abaixo do que a rede ABC queria, era de se esperar o cancelamento. Mas, depois de 13 episódios, Eastwick já tinha um bom número de seguidores fiéis, que ficaram desapontados com a trama inacabada.
A produtora executiva Maggie Friedman se disse surpresa com a decisão da ABC: “Estamos bem no meio de várias histórias insanamente picantes. E mesmo assim não teremos uma chance de fechar as coisas. Isso está me matando “. O site TV Series Finale diz que Maggie deveria ter sido mais previdente: “Embora seja lamentável que a ABC tenha cancelado uma série que milhões de pessoas amam, não é nenhum segredo que o show estava se desgastando há algum tempo.”
O site diz que outros shows, em situação semelhante, deram um jeito de ter um final coerente para recompensar os fãs, e pergunta por que os roteiristas de Eastwick não foram capazes de fazer o mesmo. “A rede deu ordens de temporada completa para a maioria das suas estréias um mês atrás e Eastwick foi deixado de fora. Juntando isso com a audiência terrível, todos que acompanha a indústria sabiam que Eastwick estava fazendo hora extra. Por que Friedman ficou tão surpresa com o cancelamento?”
Os atores Lindsay Price, 32 anos, e Josh Radnor, 35, não estão mais juntos, informa o site da revista People. Eles estavam namorando desde agosto de 2008.
Lindsay e Radnor se conheceram em 2007 quando a atriz fez uma participação especial na série How I Met Your Mother, na qual ele interpreta o protagonista Ted Mosby.
Lindsay Price ficou famosa depois de aparecer em Barrados no Baile em 1998. Ela permaneceu na série por dois anos. Em 2008, ela estrelou a série Lipstick Jungle. Este ano, ela entrou para o elenco de Eastwick, ao lado de Rebecca Romijn, mas a série foi cancelada ainda em sua primeira temporada.
ABC cancela Eastwick
Jerry O’Connell, marido da estrela Rebecca Romijn, vai participar de Eastwick como um viúvo que se envolve com Kat (Jaime Ray Newman). “Ele é um bom homem com um segredo terrível no seu passado”, conta a produtora executiva Maggie Friedman. “Ele tem um filho pequeno, que é uma parte deste segredo. Kat será atraída por ele, o que vai colocá-la em perigo”, antecipa.
Maggie também convocou o público a conhecer a série. “Amo o nosso show. Estou muito orgulhosa dele e acho que as pessoas devem prestar atenção, porque nós temos tudo. É muito engraçado, muito sexy, com muito suspense e surpresas, e temos um elenco incrível.”

Jerry chega à Eastwick – e já tem seu exemplar do jornal da cidade!
por Bill Harris

O canadense Paul Gross sabe o que é ser um coringa em filmes e projetos de TV.
Mas ser Jack Nicholson — ou um tipo de — na nova versão para a TV de Eastwick? Isso tem o potencial de ser uma jogada perigosa em sua careira, não é?
Bem, Gross não é nada menos do que corajoso.
“A questão de Nicholson vem em sua cabeça imediatamente e você pensa: ‘Você está maluco de até mesmo considerar a possibilidade de fazer algo que ele basicamente definiu? ” diz Gross. “E então foi como: ‘Oh, f — ele, vou tentar. “
Bom garoto, Paul!
Assim, temos Gross estrelando Eastwick, um primo da telinha para o filme de 1987 As Bruxas de Eastwick estrelado por Nicholson, Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer. Na nova versão, o trio mulheres encantadoras da cidadezinha costeira de Eastwick é interpretado por Rebecca Romijn (Roxanne), Jaime Ray Newman (Kat) e Lindsay Price (Joanna). Cada uma tem razões pessoais para querer que a sua própria vida mude.
É quando o misterioso Darryl Van Horne, interpretado por Gross, chega. Será que as três pretensas bruxos evocamram-no de alguma forma?
“Se você ler o romance original de John Updike (1984), não está escrito que (Darryl) na verdade é o diabo”, disse Gross. “É o tipo de coisa que veio ao longo do tempo. No filme que eu não acho que ele diga: ‘Eu sou Lúcifer, anjo caído. É algo que nós atribuímos a ele.
“Então não é que ele possa provocar que essas mulheres façam coisas. Ele tem que tirar isso delas, porque elas têm o contra-balanço de seu próprio poder. Seria uma série muito curta, se ele simplesmente entrasse e dissesse: ‘ Você! Na minha cama, agora mesmo! Todos oas três de vocês, aqui mesmo!’ “
Temos de admitir, após sabermos que Gross, de 50 anos, tinha sido escalado para Eastwick, ficamos um pouco surpresos em ele estar interessado em fazer um programa de TV numa rede americana, nesta fase de sua carreira. Mas ele confessou que apenas atuar em um projeto – ao contrário de atuar, escrever, dirigir e produzir, o que ele fez em seu seu longa-metragem Passchendaele, de 2008 – é uma mudança bem-vinda.
E hey, talvez Gross esgotado todo o seu dinheiro próprio para fazer Passchendaele.
“Não, isso é uma regra: você nunca usa seu próprio dinheiro, você leva as pessoas a dar-lhe seu dinheiro”, disse Gross. “Mas sim, Passchendaele levou anos. E eu não tenho nada mais patra fazer agora. Quando Passchendaele chegou ao fim, senti que precisava sacudir. E isso apareceu. Meu agente disse: ‘Eu tenho um piloto que eles gostariam que você olhasse.’ Eu li e pensei que era realmente bom.”
Será que Gross já lutou contra o desejo de colocar o seu boné de diretor ou produtor no set de Eastwick?
“De vez em quando eu penso, ‘Por que você está colocando uma câmera lá? Deve ser por aqui, isso é ridículo”, admite. “Mas isso está meio que desaparecendo. É realmente bom.”
“E eu tenho a dizer, a equipe é fantástica. É como um grupo de vôo incrivelmente treinado de pessoas, eu nunca paro no set pensando:” Bem, isso é terrível. “ O elenco é fantástico. E é ótimo não ter o peso de todas as outras rsponsabilidades. Isso parecia ser uma alternativa muito legal. Parecia imprevisível. Pareceu-me divertido.”
Em outras palavras, Jack Nicholson está condenado; Paul Gross vestiu a camiseta e está tendo diabo de um bom momento.

NOVA YORK (Hollywood Reporter) – Antes de se comprometer com a nova dramédia da ABC chamada Eastwick, tente desligar o cérebro. Esqueça o filme de 1987, e suas quatro grandes estrelas; esqueça que Charmed funcionou por oito temporadas, esqueça que houve duas tentativas de levar a história original para a TV em 1992 e 2002, logo descartadas. Assim que estiver assistindo, tente esquecer as “piadas” sobre seios e um vibrador que se materializaram durante os primeiros cinco minutos.
Se você poder fazer tudo isso, há uma boa chance de que você goste de Eastwick. É uma viagem fresca e brilhante para o lado negro em que o cabelo da estrela Rebecca Romijn magicamente fica bem penteado e Paul Gross tem um diabo de um tempo para fazer sua voz rouca não lembrar de Jack Nicholson no filme.
Gross é Darryl Van Horne, um auto-declarado “demônio”, que reuniu três mulheres da cidade de Eastwick – uma escultora desleixada (Romijn), uma repórter de jornal tímida (Lindsay Price) e uma enfermeira e mãe sobrecarregada (Jaime Ray Newman) – depois de fazerem um desejo com moedas encontradas. Tendo conhecido Darryl, elas elevam seu potencial (junto com sua libido), e poderes inesperados emergem, incluindo a capacidade de invocar um raio do céu, prever um estupro e obter rosquinhas sob comando.
Embora Veronica Cartwright reprise seu personagem de As Bruxas de Eastwick, os produtores sabiamente não tentaram comprimir o filme inteiro no piloto. Dito isto, significa também que os escritores chegaram à costa oeste com permissão para fazer primeiros episódios bem quentes. E eles têm Romijn e Gross, que possuem uma química surpreendente que destaca suas cenas.
Gross é verdadeiramente cativante como o diabo que poderia ter um pingo de bondade; infelizmente, há pouca magia entre ele e as outras bruxas.
Então, acendam uma vela; Eastwick mostra a promessa, se não atualmente magia nesta fase. Mas com menos tentativas de humor sobre partes do corpo e fluidos corporais e um pouco mais dirigida para natureza do mal e a tentação do proibido, poderá se transformar em uma poção realmente poderosa.
Download de Eastwick

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Nesse episódio a série continua com ritmo acelerado. Roxie é atormentada por pesadelos onde se vê sendo assassinada por um recém-chegado na cidade, mas acaba sendo convencida a não acreditar em suas próprias premonições. Kat e Raymond voltam a ficar juntos, e acredito que eles realmente se amem, mas o fato é que o relacionamento do casal está bastante deteriorado. No encalço de um homem chamado Sebastian, que ela acredita ser a verdadeira identidade de Darryl, Joanna finalmente conhece Eleanor (Cybill Shepperd). A estranha reclusa revela: “Se eu sei quem é Sabastian? Eu fui uma das que o matou!”
Eleanor está ao lado de Bun em uma foto antiga, junto com o homem que parece ser Darryl mais jovem. Mas há uma terceira mulher na imagem, de quem não conseguimos ver o rosto. Mistério! Quem será ela?
O episódio termina de forma sombria: ao encarar as três amigas bruxas durante a festa da colheita de Eastwick, o namorado que tentou estuprar Mia acaba sofrendo um acidente. Será que elas o mataram simplesmente com uma olhada? O que podem fazer essas mulheres quando se juntam? Com excessão de Joanna, elas ainda não conseguem controlar direito seus poderes, e a linha entre o bem e o mal se torna mais tênue…
Roxie e Chad são o casal mais quente da série, até agora. Preso numa armadilha de ciúmes por Darryl e com a recusa dela de assumir publicamente o namoro, ele paga na mesma moeda: aparece com uma outra garota na festa da cidade. O truque dá certo, e Roxie finalmente percebe que quer ficar com Chad de verdade. Também, dá para imaginar aquela voz sexy do Matt Dallas sussurrando no ouvido? Vá dizer não para uma coisa dessas!
Paul “Darryl” Gross, aliás, está ótimo, insinuante e debochado. As cenas de Joanna e Penny também foram boas, bem divertidas. Mas, se até agora a série estava mais light, isso pode vir a mudar com essa primeira morte, que dá um toque de mistério à trama… Vamos ver no próximo episódio!
Eastwick 1.01 – Pilot Review
Finalmente, começou!
O primeiro episódio de Eastwick foi ao ar ontem à noite nos Estados Unidos – e esperamos que logo esteja também no Brasil. Essas foram as minhas impressões sobre o piloto.
Quando a história começa, é dia de festa na cidadezinha de Eastwick. Vemos a feira na praça central, as barraquinhas, mulheres brincando vestidas de bruxas. A voz da narradora conta que o lugar já foi conhecido porque suas moradoras tinham “dons especiais”… e entendemos que as antepassadas eram mesmo feiticeiras.

OS PONTOS POSITIVOS:
1. O elenco
Rebecca Romijn está ótima como a artista liberal e excêntica Roxie! Jamie Ray Newman – eu prevejo usando meus poderes psíquico – vai conquistar muitos corações entre os fãs… Paul Gross faz um Darryl meio debochado, mas sem o jeito caricato de Jack Nicholson, o que é bom. A Bun de Veronica Cartwright nos cativa de cara com sua narração do conto de bruxas. Em resumo, é um elenco excelente! Adorei a participação de Matt Dallas, ele está um gato, queria que ficasse por mais tempo no show. Mas há mais por vir: Cybill Shepperd, Rosanna Arquette, Jack Houston… nota 10!
2. O ritmo rápido do piloto
Muita gente não gostou, achou superficial e etc, mas eu acredito que é importante que o piloto nos coloque logo “dentro” da trama principal.
3. Os diálogos
Tem sacadas inteligentes e divertidas. Adorei!
OS PONTOS NEGATIVOS
1. A música
O show começa com uma trilha “pseudo exotérica” bem bobinha. Lá pelo meio da história ela fica mais discreta, interfere menos. Mesmo assim, eu preferia algo menos óbvio e com mais personalidade. A trilha não está combinando com a velocidade da história.
2. A trama de Joanna
Lindsay Price e Johann Urb estavam meio… xoxos. Faltou química.
SOBRE O QUE AINDA NÃO TENHO CERTEZA…
1. O cenário
Não sei se caio de amores por aquela cidadezinha fofa ou se fico pensando que estou assistindo de novo Gilmore Girls…
por Scott Timberg
Começou como uma sátira sombria do final dos anos 60 e sua época de moralidade mudando, então se tornou um grande sow de horrores dos anos 80 com os cabelões das atrizes e dominado por efeitos especiais e as sobrancelhas de Jack Nicholson. E agora, está em seu caminho de entrar no mundo de novo como um programa de televisão descontraído, criado na primeira década do século 21, sobre a amizade entre mulheres e destinado ao público de Desperate Housewives. (E é mesmo gravado na praça da antiga cidade de Gilmore Girls).
Isso é uma sobrevida muito rica para um romance considerada uma anomalia por seu próprio seu autor e um clássico misógino. Mas há algo sobre As Bruxas de Eastwick de John Updike que leva as pessoas a voltarem a ele. (Mesmo Updike retornou ao cenário e personagens no ano passado com As Viúvas de Eastwick, uma das últimas obras do autor falecido.)
Para a produtora executiva de Eastwick, Maggie Friedman, a adaptação é natural e não apenas por causa do fascínio contemporâneo com a bruxaria, que fornece grande parte da sua conexão pessoal. “Homens e mulheres e sexo são uma grande parte do show”, diz Friedman, da série estrelada por Lindsay Price, Jaime Ray Newman, Rebecca Romijn e Paul Gross, que estreia 23 de setembro às 10 da noite na ABC. “E há sempre um grande interesse nisso.”
O romance – sobre uma confraria de mulheres divorciadas em uma vila à beira-mar de Rhode Island e o cara rico e diabólico que se muda para a cidade e cativa todas as três – tem sido chamada da novela mais raivosa e violenta do autor, e de “Updike sem sapatos.” “Em muitas maneiras, não é característica dele”, diz Sam Cohen, professor de literatura contemporânea na Universidade de Missouri. “Não apenas não é um de seus melhores romances, mas não um dos típicos, também.”
Quentin Miller da Universidade de Suffolk, um dos raros estudioso que o considera entre os principais romances de Updike, no entanto, diz que que Bruxas parece uma escolha improvável para uma adaptação televisiva. “Ela teria que se afastar muito da visão de Updike para trabalhar”, diz. Miller, autor de John Updike e a Guerra Fria, chama a novela de “o livro mais sombrio do escritor”.
“E seus livros são incrivelmente cheios de camadas, muito complicados – as conversas são ponteadas por filosofia e teologia. E a televisão não é famosa por capturar esse tipo de complicação.”

Updike em horário nobre
Quando As Bruxas de Eastwick foi lançado, em Abril de 1984, “Updike estava um pouco esquecido no imaginário popular”, diz Miller. Mas ele ainda estava no auge de sua carreira: Rabbit está rico tinha sido lançado em 81, e Rabbit descansa apareceria em 1990, ambos romances ganhadores de prêmios Pulitzer. Críticas, em geral, foram boas: Margaret Atwood, no New York Times Book Review, elogiou Bruxas pela “habilidade e criatividade da escrita”, bem como a forma como as bruxas encarnavam a vida de fantasia da América.
O influente crítico literário Harold Bloom – que notoriamente chamou Updike de “um romancista menor com um estilo de grandes proporções” – mudou de idéia com esse romance. Ainda assim, hoje, a novela não recebe tantas resenhas ou estudos no meio acadêmico: Aa quatro eras abrangendo romances sobre Rabbit Angstrom e, provavelmente, os contos de Updike, são geralmente considerados os melhores e mais estudados de sua obra.
E, embora o romance típico de Updike tenha alguns personagens se apaixonando e desapaixonando em um vilarejo da Nova Inglaterra, Bruxas parece superficial, mas por outro lado quebra um padrão. O desenvolvimento da trama sobrenatural – que alguns viram como derivado do realismo mágico de Gabriel García Márquez – foi um movimento estranho de um romancista que fez seu nome com um realismo doméstico minuciosamente observado que ele adotou mesmo depois que isso se tornou fora de moda.
Esta partida do realismo faz do romance um híbrido estranho, diz Cohen. “A magia em Updike veio de seus escritos sobre o cotidiano, como ele o transformou em algo transcendente ou maravilhosamente esclarecedor.”
O romance também foi uma partida de outra maneira: o crítico William Pritchard, em seu livro Updike: Man of America’s Letters, ficou chocado pelas atípicas “violência, morte e sofrimento extremo”, chamando-o de “romance mais pernicioso de Updike” e “o mais cruel livro que ele produziu.”
O filme de 1987, e estrelado por Nicholson, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Cher, levou a violência e os eventos sobrenaturais além. Encabeçado pelo diretor George Miller de Mad Max, o filme ganhou muito dinheiro e misturou opiniões – alguns achearam bobo e longo. Embora tenha trazido renovada atenção para Updike, o filme não foi universalmente admirado por fãs do romance, em parte por suas muitas mudanças na história. O próprio Updike disse que o filme “tornou-se um filme de Nicholson e dissolveu-se em efeitos especiais.”
Apropriadamente, muita da atenção que o livro tem recebido – tanto pró e contra – vem de sua política sexual. Cohen vai tão longe a ponto de chamar o romance de um teste de Rorschach: muitos dos estudiosos que gostaram o viam como um engajamento inteligente com o feminismo, e um caso raro de um romancista masculino escrevendo a partir de pontos de vista das mulheres. Detratores viram como o objetivo de ridicularizar a idéia de mulheres poderosas.
Atualmente, Cohen e outros vêem o romance como um ataque contra o feminismo e as suas reivindicações. “Updike leva essas mulheres supostamente poderosas, torna-as bruxas, e as faz se apaixonarem pelo mesmo homem – que por acaso é o diabo”, diz ele. “É difícil ver isso como bom.”
O romance, ambientado durante a Guerra do Vietnã, também parece zombar da “irmandade ” e a idéia de que o poder feminino é mais benigno do que o dos homens, uma vez que as bruxas rapidamente tornar-se rancorosas e violentas. “Porquê no livro a tendência feminista transforma mulheres poderosas em bruxas que enlouquecem e começar a matar pessoas?” pergunta Cohen.
Friedman, a produtora executiva, sabe que o livro é considerado notoriamente machista em alguns lugares. “A novela tem lugar no final dos anos 60″, diz ela, “e é sobre a convulsão social da época, quando os papéis das mulheres estavam sendo redefinidos, e alguns papéis tradicionais não sobreviveram.” De qualquer maneira, “O livro de idéias sobre as mulheres e os costumes sociais não são o as que o show mostra.” E não apenas o cenário, mas a trama precisava mudar: Para um programa que pode durar cinco anos ou mais, ela disse, “você não pode ter três mulheres que dormem com o mesma cara. Precisávamos de um mundo maior.”
Alterações para a TV
Um elemento temático que permanece apenas insinuado na novela mostra o quanto o programa de TV irá se afastar da cosmovisão Updike. As bruxas da novela são todas as mães, mas você tem que olhar de perto para ver os seus filhos: eles quase não aparecem, e as mulheres não parecem muito preocupados com eles.
Este esquecimento tem sido visto como parte da crítica de Updike ao feminismo e sua visão de toda a cultura liberal dos anos 60 e 70 como sendo baseada no egoísmo, mesmo narcisismo, uma fuga da responsabilidade por prazeres momentâneos. Na verdade, os críticos interpretam a conclusão violenta do romance como um acerto de contas com a cultura “pecadora” e os valores.
Mas o primeiro episódio de Eastwick mostra uma das bruxas que vem para o resgate de sua filha, que Friedman diz que vai se tornar uma parte importante do show. Isso pode fazer com que a série funcione melhor – isso a abre até para mais personagens, por exemplo – mas trai um dos temas de Updike.
“Algo consistente sobre a obra de Updike,” diz Miller, “é que as crianças ficam negligenciadas enquanto os pais estão a ter relações sexuais com o outro, satisfazendo seus impulsos”. David Foster Wallace escreveu em seu famoso ataque a Updike que “os jovens adultos educados dos anos 90″ foram obviamente, os filhos das mesmas apaixonadas infidelidades e divórcios que o Sr. Updike descreveu tão belamente”.
Updike – às vezes chamado de o Nobel do adultério suburbano – passou toda a sua carreira falando sobre o fim do casamento e da família, e essa foi uma tensão nunca resolvida. Miller chama a essa uma questão que o autor viu como “lamentável, mas inevitável”, em uma cultura dedicada ao prazer e ao individualismo.
Tudo em tudo, então, neste romance sobre o diabo, moral e pecado – o egoísmo, o narcisismo, a indulgência da individualidade – muda drasticamente em seu caminho para a tela da TV. Para Friedman, as exigências de um programa projetado para múltiplas temporadas são muito diferentes das de um romance ou um filme, e o leva para fora de qualquer período histórico específico. “Eu acho que o que é atraente”, diz , “é a idéia de que todas as mulheres têm uma fantasia sobre ser uma bruxa, e a idéia dessa pessoa misteriosa que vem pode ou não ser boa. Isso funciona a qualquer momento.”

O episódio seis de Eastwick já está sendo gravado, e as atrizes Lindsay Price e Sara Rue conversaram com o Sci Fi Wire sobre a definição do show poucos dias antes da estréia:
A nova série da ABC, a comédia romântica sobrenatural Eastwick, pode ser um monte de coisa. Mas as estrelas Sara Rue e Lindsay Price querem ter a certeza que você saiba o que não é.
Não chame isso de Charmed 2. Não chame de Desperate Housewives com magia. E não podemos chamá-lo de uma pálida imitação do livro original de John Updike, As Bruxas de Eastwick, ou a adaptação do filme de sucesso de 1987 estrelado por Jack Nicholson, Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer (nem mesmo porque o programa de TV apresenta Veronica Cartwright, que também participou do filme.) “Há altas expectativas sempre, é quase uma certeza de se decepcionar, e é por isso que esta situação é complicada,” diz Lindsay para o grupo de repórteres que visitou o set do show em Burbank, Califórnia, na segunda-feira. “É como, você sabe, é por isso que algumas pessoas ficam chateadas em seu aniversário, porque esperam que todos façam uma grande coisa, mas eu provavelmente não deveria dizer que fico chateada no meu aniversário”.
“Mas a grande notícia é que o que estava no livro e no filme era forte e bastante interessante para levar adiante uma nova história. Estas são mulheres completamente diferentes , e nós não estamos interpretando as mesmas personagens. A cidade é que é a mesma”. A cidade é realmente o estúdio Warner Brothers em Burbank, que pode ser familiar para os telespectadores de Gilmore Girls, já que foi Stars Hollow. O mesmo set foi usado também em Terminator: The Sarah Connor Chronicles ( a nova Pousada de Eastwick costumava ser a casa de Connors). Veja as imagens na Eastwick Gallery.
E aqui está o que Eastwick não é:
Não é o filme ou o livro: “Eu não queria ver o filme antes de estar envolvida no projeto, porque não queria ter aquela sombra pairando sobre mim”, disse Price. “Mas eu me lembro deste filme tão bem que foi difícil não pensar nisso. É difícil não pensar nisso agora, também. Somos um derivado, obviamente, de que o filme e também o romance, acho que em todos as coisas boas, nós somos. Maggie [Friedman, criadora produtora executiva] diz que é uma piscadela e um aceno para ambas as coisas. “
A personagem de Lindsay mais se assemelha à Jane Spofford, interpretada por Susan Sarandon no filme, mas ela sublinha as diferenças. “Tentar imitar o trabalho de outro ator é muito perigoso”, disse. “Nós somos garotas diferentes, também. Não estamos interpretando exatamente os mesmos papéis.”
Outra coisa que Eastwick não é, é Charmed. “Bem, é óbvio que todos vão fazer comparações, porque é uma história sobre bruxas”, diz Price. “Mas como tudo … as pessoas querem identificar o que é com alguma coisa de antes, porque isso permite que eles saibam o que vão estar assistindo. E eu acho que uma vez que começarem a prestar atenção, vão ver que é completamente diferente, obviamente. Personagens diferentes, autores diferentes. O conjunto”.
Sara Rue concorda. “Eu acho que é muito diferente de Charmed. Charmed é muito mais fantasioso, e havia outros mundos e criaturas e demônios e coisas assim, e não existe isso aqui. É, eu não sei, um pouco mais fundamentada na realidade. “
Lindsay: “É um espetáculo encantador, mas não é Charmed“.
E não se trata de Desperate Housewives encontra Harry Potter. Price diz que a comparação surgiu “porque o nosso piloto tinha uma narradora, que abriu o primeiro par de cenas, e essa é uma grande joforma de obter o tipo de história contada sem muita exposição. E é uma cidade pequena , mas eu acho que é aí que as comparações param. É maravilhoso ser comparada a seriados que foram bem sucedidos, mas queremos ser a nossas próprias coisas, obviamente. “
Não que aleas possam apontar o que é Eastwick, exatamente. Pelo menos, ainda não.
Rue diz: “Quando você está na primeira temporada de um show, você gasta muito tempo tentando descobrir o que exatamente é que, você sabe, você quer fazer ou expor, ou o que vai com o quê. Certificar-se de tudo está combinando certinho. Estamos trabalhando agora no episódio seis, e acho que encontramos uma espécie de ritmo agradável, e agora todos os personagens estão se entrelaçando um pouco mais, e o tom todo mundo está vindo, que é sempre a forma como uma primeira temporada é. Todo mundo está como: ‘Devo ser assim? e “Oh, não, não’”. É como encontrar o seu passo, e eu sinto que encontramos e que agora está bem - é muito mais engraçado. … Se tornou definitivamente, eu diria, uma comédia “.
Lindsay Price acredita em magia
Escrito por Christina Radish
Qquando o misterioso Darryl Van Horne chega à cidade e diz a essa repórter tensa que, se apenas olhar alguém nos olhos, ela pode obrigá-lo a fazer o que quer, ela tenta realizar sua paixão de longa data por Will. Para surpresa de Joanna o truque funciona, mas ela não tem idéia se esse amor é real.
Lindsay Price falou à imprensa sobre interpretar uma personagem que tem o poder de influenciar os pensamentos dos homens.
Q: O que você pode falar da personagem e seus poderes?
Lindsay: Joanna tem o poder de influenciar os pensamentos dos homens e hipnotizá-los. Por enquanto é só os homens, mas tenho a sensação de que vai ser toda a humanidade, em breve.
Q: Qual é a dinâmica entre estes três personagens, e entre vocês três, como as atrizes?
Lindsay: Como mulheres, nós estamos muito felizes porque gostamos naturalmente uma da outra. Nos damos bem. Somos tipos muito similares de garotas, o que é ótimo para a química no set.
E, como personagens, Roxie, Joanna e Kat precisam umasados outras. Elas estão todas em um ponto de virada nas suas vidas onde precisam mudar, e estão se conectando a partir disso.
Q: Se você pudesse ter um poder, qual seria?
Lindsay: Jaime, Rebecca e eu decidimos que o melhor seria o teletransporte. É bom para o planeta. É muito mais rápido do que voar. Se você realmente tivesse o poder que essas mulheres têm, seria muita responsabilidade e é desolador, também. Se você fosse capaz de influenciar o pensamento das pessoas, você não saberia realmente se elas estão tendo livre arbítrio.
Q: Você foi fã do filme original?
Lindsay: Eu fui. Faz anos que eu vi. Talvez agora eu vá revê-lo, mas eu certamente não queria vê-lo antes de começar o projeto e fazê-lo meu.
Q: Com qual personagem do filme você mais se identifica?
Lindsay: Nossos personagens são mulheres diferentes, mas eu acho que seria a personagem de Susan Sarandon. Ela é o mais tímido, contida, retirada e esforçada. Mas era a personagem de Michelle Pfeiffer que trabalhava num jornal.
Q: Você vê alguma semelhança entre este e Lipstick Jungle, especialmente porque os dois shows são sobre três mulheres?
Lindsay: A comparação de três mulheres é extremamente óbvia. Estou muito feliz que este seja um show sobre amizade. Eu estava em um momento em minha vida em que eu precisava de amigos, quando comecei Lipstick Jungle, e eu não estava exatamente pronta para dizer adeus.
Q: Você vê Eastwick como uma continuação, de certa forma?
Lindsay: Em alguns aspectos, mas é de uma maneira diferente, eu estava muito preparado para isso também. O show é muito peculiar e é muito mais sombrio. Estas mulheres têm um monte de demônios, por assim dizer, com quem elas estão lutando.
Q: Como você se sente sobre a existência de bruxas?
Lindsay: Eu acredito que há definitivamente diferentes energias no mundo. E, eu acredito que todos tem um pouco de magia em si mesmas, com certeza.
Q: Há uma certa realização de desejos em poder interpretar bruxas, especialmente se são bruxas boas. Você gostaria de ter alguns poderes assim? O que você acha divertido sobre ser uma bruxa?
Lindsay: Jamie (Ray Newman) tem o poder mais dinâmico, visualmente, com pessoas sendo atingidas por um raio e outras coisas. Isso é o mais legal.
Mas, eu teria que dizer que, como atores, é muito divertido interpretar bruxas porque você começa a ter esse sentimento de faz de conta e da fantasia, a cada dia, indo para o trabalho, e que é a parte emocionante. Nós começamos a interpretar, e temos uma explosão.

“Sentimento de culpa de mãe não é brincadeira”, admitiu Rebecca Romijn numa entrevista para o E! Online. “Eu sinto que qualquer tempo que passe longe das minhas filhas, estou perdendo algum pequeno milagre. É como você ficar cuidando elas olharem para suas mãos por uma hora e irem tirar um cochilo de três horas, mas quando elas acordam, podem fazer algo que nunca fizeram antes! “







