13
set
09

Paul Gross, o sedutor Darryl Van Horne

paul_gross_1200Vamos conhecer mais sobre Paul Gross, a nova versão do diabo da telinha da TV, nessa entrevista feita para a revista americana Our Prattville:

Nascido em Alberta, no Canadá, o multi-talentoso Paul Michael Gross atua, escreve, dirige, produz, compõe músicas e canta. Ele é mais conhecido por seu papel de protagonista na série policial Due South (1994-1999). O programa segue as aventuras do oficial da Real Polícia Montada Canadense Benton Fraser (interpretado por Gross) e seu companheiro meio cachorro, meio lobo Diefenbaker (que era surdo, mas podia ler os lábios).

De 2003 até 2006, Gross estrelou outra série de televisão canadense chamada Slings and Arrows, onde contracenou com sua esposa, Martha Burns, uma premiada atriz canadense com quem tem dois filhos, Hannah e Jack.

Em 2008, Gross lançou Passchendaele, uma produção histórica com base em experiências próprias do seu avô durante a batalha de Passchendaele na Primeira Guerra Mundial. Passchendaele levou para casa um Genie (prêmio do cinema canadense) na categoria Best Motion Picture, em abril de 2009.

Gross recebeu  inúmeras nomeações e ganhou vários Genies por seu trabalho em televisão, tanto na qualidade quanto em roteiros. Seu trabalho mais recente, Eastwick (baseado no filme de 1987 As Bruxas de Eastwick), estréia na ABC em 23 de setembro.

Our Prattville: Olá Paul, obrigado por falar conosco. Você já filmou hoje?

Paul Gross: Não, eu vou gravar essa noite às 11:30. Nós estamos filmando um monte de cenas noturnas.

OP: Fale-me sobre Eastwick. É um pouco mais leve do que o filme As Bruxas de Eastwick?

PG: Bem, é uma evolução mais moderna do que ele, eu suponho. Tudo começou com o romance de Updike e então o filme … esta é uma configuração diferente da história. Tem muitas qualidades semelhantes. Maggie Friedman é a criadora do show.

OP: Como você se sente interpretando o personagem de Jack Nicholson, Darryl Van Horne?

PG: (risos) Antes de tudo, eu tento passar a maior parte do meu tempo não pensando sobre isso! É um pouco assustador, você sabe. Você pode querer essa imagem fora da sua mente (risos). Mas, falando sério, quando eu estou realmente fazendo o papel, parece que tudo que faço está cerrto (risos). Então, eu meio que tento fazer qualquer coisa que sinto. Você sabe que é esse tipo de papel que não é particularmente vinculado por limites.

Ele tem um fundo misterioso, ele é muito misterioso, e você não sabe realmente de onde Van Horne veio. Há um monte de perguntas sobre ele e nada parece estar bem … ao contrário de interpretar um policial em um processo onde você está muito bem vinculado à realidade do mesmo. E, eu vivo em uma espécie de mundo irreal, por isso é bastante libertador. É muito divertido trabalhar com as atrizes nesse show.

OP: Sim, as três futuras “bruxas” (interpretadas por Lindsay Price, Jaime Ray Newman e Rebecca Romijn)… elas já eram amigas ou se encontram na cidade?

PG: Reúnem-se no primeiro episódio. Todas elas vivem na mesma cidade, mas nunca em particular tiveram muito a ver uma com a outra. No episódio piloto, seus caminhos se cruzam. Eles cruzam, porque eu preciso pegá-las todas juntas. Elas não sabem disso, mas eu estou por trás de tudo. Eu sou o patrão. Assim, as coisas ficam mais complicadas.

OP: Então, essas três mulheres estão desejando poderes mágicos?

PG: Sim, eu acho que é um pouco sobre a realização desse desejo. Mas, eu acho que é também sobre a liberação de tudo o que é frustrante em suas vidas e empoderá-las para algo maior.

OP: Jack Nicholson interpretou o diabo, não foi?

PG: Sim … mas eu sou diabólico. Certamente há algo muito sombrio e misterioso em seu passado.

OP: Mas não vamos descobrir o que é no primeiro episódio.

PG: Não, acho que não. Mas há o suficiente para você saber que há muito mais por trás desse cara do que os olhos podem ver.

OP: Como você se envolveu na série, apenas leu o roteiro um dia?

PG: Sim, eu li um monte de scripts. Eu não faço nada na televisão americana em um bom tempo … você sabe que estou no Canadá. Enfim, eles me perguntaram se eu estaria interessado em fazê-lo e achei que era muito bom. Viajei e me encontrei com Maggie Freeman e David Nutter, que dirigiu o piloto. Eles foram encantadores e tivemos uma ótima reunião e foi assim que decidi arriscar.

OPVeronica Cartwright está em Eastwick e ela também estava no filme de 1987…

PG: Sim, ela é ótima. Foi muito interessante trabalhar com ela, sobretudo as piadas que conta… nada que eu possa repetir, mas …

OP: Pelo menos uma?

PG: Não, são todas sujas…

OP: Você está vivendo no Canadá e agora vai e volta para o LA?

PG: Sim, eu sou tipo de ir de um lado para o outro. É uma agradável viagem de cinco horas.

OP: Você não é certamente nenhum desconhecido das série de televisão, já que atuou em Due South, que era uma comédia.

PG: Sim, foi uma comédia em certos aspectos, eu acho. Quero dizer, acho que a rede CBS nunca realmente soube como vendê-lo … não sabia dizer às pessoas sobre o que era.

As coisas eram tão compartimentadas há vários anos – ou você era um drama ou uma comédia. Mas, eu sempre pensei nele mais como uma fábula urbana. Enfim, esse show foi exibido em todo o mundo – Eu acho que ele foi mostrado em todos os países do planeta.

OP: Leslie Nielsen foi astro convidado em alguns episódios. Ele é um homem tão engraçado.

PG: Ele é um bom amigo meu e inventou um certo tipo de comédia que as pessoas simplesmente acham hilariante, e muitos passaram a imitar isso. Ele teve uma grande influência na minha interpretação em Due South porque ele estava ali desde o começo, e foi um grande mentor.

OP: O que você fez depois que Due South terminou?

PG: Eu fiz um outro filme e outra série no Canadá … eu só fiquei trabalhando lá e realmente funcionou. Eu fiz um show que passou nos EUA chamado Slings and Arrows. Acho que ele passou no canal Sundance. E eu fiz um filme sobre a Primeira Guerra Mundial chamado Passchendaele.

OP: A idéia para o filme veio do seu avô, que estava na Primeira Guerra Mundial?

PG: Bem, meu avô estava lá … Quero dizer, ele estava lá durante toda a duração do conflito. Você sabe, acho que, como um monte de caras que foram para guerras, ele apenas não falava muito sobre isso.

Acho que eu tinha uns 15 ou 16 anos, e eu só ficava incomodando-o constantemente. Você sabe, “Como é matar alemães?” Então, finalmente, um dia ele começou a falar da história e ele me disse que era sobre a batalha de Passchendaele, e desde então eu tive um interesse permanente em que a guerra.

Eu sempre pensei que seria bom fazer algo sobre isso e finalmente… demorou um tempo, não era como “bem, vamos fazer um filme”, correr para fora e fazer um. Levou anos e anos para descobrir como financiá-lo e tudo mais.

OP: Você escreveu, atuou nele e dirigiu-o.

PG: Eu sei, ridículo (risos). Fundamentalmente, porém, eu só fiz isso porque é mais barato … um cara só para três empregos.

OP: Sim, eu acho que você não teve que pagar dois desses caras, né?

PG: (risos)

OP: O que você mais gosta … escrever, atuar ou dirigir?

PG: Eu realmente não vejo como sendo coisas muito diferente. Quero dizer, são todos parte e parcelas de apenas contar uma história. Para esse filme, pensei que deveria dirigir-lo porque ele era algo que eu sabia mais intimamente do que ninguém.

Para ser honesto com você, tem sido como um feriado trabalhar em Eastwick e não carregar o fardo de produzi-lo ou se preocupar com a luz que está caindo e todo os desse tipo de coisa. Para simplesmente entrar e dizer o que me disseram para dizer e vestir o que me deram pra vestir e ficar onde me dizem para ficar é pura diversão.

Isso realmente depende do projeto. Mas, eu tive os últimos 10-15 anos foi fazer as coisas que eu estava interessado em fazer e foi sorte encontrar dinheiro para poder fazê-las e que tenha sido agradável. Mas eu precisava de uma mudança de ritmo, acho, é por isso que eu decidi que ia fazer a série.

OP: Os seus pais ainda estão no Canadá?

PG: Sim, eles ainda moram lá, embora eu não saibam exatamente onde eles estão. Lançaram-se fora desta longa viagem que começou há alguns meses atrás para a Europa, e então os países dos Balcãs … eles devem estar voltando em breve.

OP: Sua mãe é escritora também?

PG: Ela escreveu um monte de livros de não-ficção, historicamente baseados. Ela é de Alberta. Meu pai estava no exército canadense, de modo que viajamos ao redor do mundo.

OP: O que você faz quando não está trabalhando?

PG: Bem, eu tenho trabalhado em um novo roteiro para um filme seguinte, eu quero dirigir, mas vai demorar um par de anos. Eu também tenho uma empresa de produção no Canadá, e viajo de um lado para outro… me mantenho bem ocupado.

OP: Então, você não tem hobbies?

PG: Não, embora tenha feito algumas aulas de surf. Eu pensei que se estou indo para a Califórnia, deveria tentar. E agora acho que vou levar adiante até porque é muito divertido e eu sou terrível nisso! (risos)


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